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Espírito Santo do Pinhal ingressará no Plano Conservador da Mantiqueira

Na última semana, a Prefeitura de Espírito Santo do Pinhal, através do Departamento de Agricultura, esteve representada na cidade de Extrema para conhecer mais sobre o Projeto Conservador das Águas que prevê a recuperação de mata ciliar.

A cidade agora faz parte do núcleo quatro do Plano Conservador da Mantiqueira, que engloba 16 municípios.

A proposta deste plano é utilizar o instrumento econômico de pagamento por serviços ambientais para promover a restauração florestal na adequação de propriedades rurais, com resultados expressivos na produção de serviços ambientais em especial a água.

Dentro deste projeto, os municípios envolvidos são responsáveis por dar o suporte com equipamentos e mão-de-obra para realizar as adequações, além de fazerem aprovar políticas públicas para a viabilização do projeto.

A Mantiqueira abriga nascentes de importantes rios que alimentam os reservatórios de Furnas/MG, para a produção de energia elétrica, e abastecem as maiores regiões metropolitanas do Brasil, São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Serão mais de 250 municípios em uma área aproximada de 88.000 km2, equivalente à soma das áreas dos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Com potencial de restauração florestal de mais de 1.200.000 hectares, que representa 10% da meta assumida pelo Brasil na Conferência do Clima em Paris – COP 21 e da proposta do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa – PLANAVEG.

O objeto principal do PLANO CONSERVADOR DA MANTIQUEIRA - PCM é promover a restauração florestal de espécies nativas da Mata Atlântica, em 1.200.000 hectares na área de influência da Serra da Mantiqueira nos mais de 200 municípios dos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, utilizando a expertise do município de Extrema na execução do Projeto Conservador das Águas, primeira experiência brasileira de projeto de restauração florestal utilizando o mecanismo de PSA.

Os objetivos específicos deste plano consistem em:

a) Melhorar a capacidade de produção dos serviços ambientais, como a água, a conservação de solo, a biodiversidade, o seqüestro de carbono, a manutenção da paisagem.

b) Promover um plano regional com a participação de diversos agentes.

c) Melhorar a capacidade de resiliência dos municípios para enfrentar os danos causados pelas mudanças climáticas.

d) Fortalecer a governança ambiental nos municípios.

 e) Valorar os serviços ambientais produzidos em propriedades rurais e em unidades de conservação de proteção integral.